30 de ago. de 2012

DESEJO x MEDO = RISCO x SEGURANÇA

Qual seria a motivação da SEGURANÇA?


O DESEJO é o impulso essencial que move as pessoas, que também pode ser chamado de sonho. A motivação vital básica para as pessoas produzirem esforços na direção dos objetivos desejados. Quando, neste caminho surge um fato sinistro ou uma ameaça, outro impulso vital exige esforços pela Segurança: o MEDO.

O medo não é algo desejado, visto que é um retrocesso no fluxo do desejo. É um desconforto íntimo, que produz apenas estímulos irracionais, que exigem uma ação inconsciente e premente: fugir, correr, voltar para lugar seguro. Como um gato que desejava comer uma sardinha, quando foi surpreendido por um cão feroz no caminho...

Porém, o medo é algo natural nos animais. Sem ele, não se preservaria a vida, pois, invez de fugir, o pequeno gato enfrentaria o enorme cão, e morreria...

Mas, a vida moderna também é cheia de riscos - e de medos. Sem nenhum tipo de medo também não se preservaria a vida nem o patrimônio, que foi longamente desejado e duramente conquistado.

Mas o simples medo não resolve os riscos e as questões de segurança... É o desejo de acabar com aquilo que produz o medo que motiva pessoas para a segurança - que deve ser vista como um jeito inteligente de garantir o fluxo dos desejos, dos sonhos e da liberdade para novas e variadas conquistas.

A segurança se torna um objetivo desejado quando as pessoas percebem a necessidade de controlar medos para gerir riscos  e garantir sonhos. A segurança começa quando se controla o medo, para garantir o fluxo da vida, que deve seguir seu curso do modo mais seguro e feliz possível...

A gestão de segurança deve criar soluções preventivas para zelar, vigiar e proteger pessoas e patrimônios... Então, a segurança deve sempre surgir de um ganho de capacidade, consciente, inteligente e racional - nunca do medo.

Poderíamos dizer que o desejo está para o risco como o medo está para a segurança, criando uma fórmula de equilíbrio vital:

DESEJO x MEDO = RISCO x SEGURANÇA.

25 de ago. de 2012

SECURITY COACHING: Ajuda na Autogestão da Segurança.

   

O Security Coaching visa levar pessoas do estado atual (inseguro) para o estado desejado (seguro), ajudando o gestor a tratar a segurança íntima e ambiental em conjunto, em aspecto humano e patrimonial como um todo. Parte de uma visão ampla para criar (e alcançar) objetivos pessoais específicos na segurança.

Como por exemplo, através da Autogestão podemos:
1- Melhorar segurança interior (íntima) e exterior (ambiente) para obter tranquilidade, felicidade.
2- Criar sistemas de segurança em casa para viajar ou se ausentar.
3- Criar sistemas de vigilância para controlar seu negócio, mesmo na sua ausência...

As questões de segurança pessoal e patrimonial estão interligadas, nas quais, tanto o comportamento pessoal dos gestores e dos colaboradores, como fatores externos vão afetar a segurança das pessoas e das organizações como um todo. É preciso uma gestão de segurança integral, adequando metas pessoais e objetivos empresariais aos diversos parâmetros existentes no ambiente.


A- O processo de coaching pode ajudar o gestor a tratar sua segurança pessoal (íntima), visando:

1- Aprimorar sua inteligência emocional, fazendo aflorar consciência, noção e percepção.

2- Controlar receios, medos e tecnofobias que possam prejudicar a gestão da segurança.

3- Auxiliar na identificação de riscos subjetivos e objetivos, imaginários e reais.

4- Identificar outros fatores íntimos que possam interferir na gestão da segurança.

5- Trazer resultados positivos para a vida pessoal e profissional do gestor.


B- O processo de coaching pode ajudar o gestor a tratar a segurança patrimonial (ambiente), visando:

1- Aprimorar a administração da organização, simplificando a gestão da segurança.

2- Auxiliar busca, captação e a implantação de recursos humanos e tecnológicos.

3- Desenvolver inteligência com estratégias, táticas e técnicas na gestão de segurança.

4- Conhecer recursos humanos e tecnológicos disponíveis, parâmetros econômicos e legais.

5- Utilizar recursos disponíveis, com controle total dos aparatos de segurança, dentro da lei.

A partir do Security Coaching, o gestor pode se capacitar para criar suas próprias estratégias de segurança com uma “noção integral”; obter uma visão clara do objetivo estratégico de cada item de segurança implantado, do compartilhamento da missão-atribuição de cada colaborador e das responsabilidades legais; fazer a coordenação estratégica, tática e técnica do plano de segurança orgânica. Com informação clara e compartilhada, pode criar e manter a sinergia entre gestores, stakeholders e colaboradores em parcerias multidisciplinares, reduzindo a entropia na organização.

Enfim, o Security Coaching visa capacitar o gestor para uma gestão da segurança integral, que requer visão global, ações com foco, tecnologias, planejamento... Uma gestão integral que resulte na concretização de objetivos estratégicos na segurança, alinhados com os desejos pessoais do gestor e de seus colaboradores.

Maiores informações pelo Tel.: (22) 2629-2790 e (22) 9-9978-7788.

Nome Skype: eletroguardandre

2 de jul. de 2012

O Estigma Mitológico Apologético da criminalidade bem sucedida. (Parte I)

No popular, isso significa apenas dizer: "se o ladrão quiser, nada pode contê-lo". Será que isso é verdade?

Com 17 anos de experiência no ramo, ouso discordar disso. Defendo a tese de que esse comportamento existe apenas para justificar o baixo investimento em medidas preventivas de segurança - que não trarão renda, mas algumas despesas.

Veja o repeito que o "Senhor" Ladrão ganhou desse pequeno gestor, que adotou medidas simpáticas ao crime (criminosas) para tentar amenizar seu problema de segurança.
 O problema é que, nos parâmetros do sistema econômico capitalista, não há lugar para despesas, só para lucros. Por isso, os gestores mantém prioridade, foco e investimentos nos setores que produzem renda nas organizações, afastando a Cultura da Segurança para conter despesas, mesmo que necessárias. O baixo nível de investimento em medidas preventivas de segurança e as altas taxas de omissão, negligência e impunidade é que trazem como consequência o sucesso criminoso.

O sucesso criminoso e a baixa autoestima dos gestores desenvolve o estigma mitológico da criminalidade bem sucedida. A glamourização dos atos criminosos e a apologia ao crime surgem para encobrir o fracasso da gestão de segurança, que trazem como justificativa frases como esta: "não importa o que se faça, os criminosos serão sempre bem sucedidos"...



O Estigma Mitológico Apologético da criminalidade bem sucedida. (Parte II)

MISTICISMO NA SEGURANÇA
O pensamento mitológico deixa os gestores inertes, rendidos por antecipação. O curioso é que os gestores mudam esse pensamento (e comportamento) assim que os crimes ocorrem. Ao sofrerem crimes reais os gestores "acordam"! Saem da inércia e tomam medidas urgentes (e concretas) de segurança...

Na realidade, os fatos criminosos (ocorridos no ambiente dos gestores) fazem o mito desaparecer instantaneamente - ao menos até que a sensação de segurança local volte e traga de volta a costumeira negligência, com sua velha justificativa (mitológica) contra gastos na segurança.

Continue lendo e saiba como evitar o azar.

O que o sucesso criminoso torna claro é o fracasso da gestão capitalista de segurança, onde o sistema econômico gera riscos e dificulta as soluções de segurança. Sistema em que os gestores não agem preventivamente aos riscos, apenas reagem aos fatos criminosos já ocorridos nas organizações. Reações póstumas e ineficazes, que acabam saindo muito mais caras e imprevisíveis. Sistema que obriga todos a supervalorizar o dinheiro, desvalorizar a segurança, menosprezar a natureza e a vida humana...

O Sistema econômico gera o Estigma Mitológico Apologético, que gera e mantém essa inércia - enquanto os gestores ainda estão se sentindo razoavelmente seguros. A partir daí, são os fatos criminosos, traumas e prejuízos que vão fazer essa inércia desaparecer.

Nos momentos de desespero, os gestores passam a gastar dinheiro e a comprar qualquer "solução" disponível no mercado, sem qualquer planejamento. Além das fábulas criminais, entre outras crenças e superstições, alguns gestores passam a acreditar que o "mercado" oferecerá soluções instantâneas de segurança, em kits embrulhados para presente...

Passado o susto, os gestores escondem o fracasso fático da gestão atrás da a mitologia apologética do crime. Uma complicação que obscurece os fatos para aliviar a vergonha dos gestores, vitimas do sistema econômico e cultural vigente. Afinal, é mais "vantajoso" ser roubado por Semideuses do crime que perder para simples ladrões de galinha: pobres, desnutridos e desqualificados; que praticam crimes banais, plenamente evitáveis.

Outros gestores preferem soluções mais drásticas e criminosas, fornecidas pelos próprios bandidos ou milícias, pensando serem estas mais rápidas e eficazes. Justificam: "Se não pode vencê-los, junte-se à eles": uma evolução sinistra do velho pragmatismo amoral capitalista.

No sistema econômico capitalista, investir é mesmo uma ousadia. Assim como o crime, a Segurança é um empreendimento: requer vontade, planejamento, inteligência, capacitação, tecnologia, responsabilidade, comprometimento, sinergia e coragem de investir. Entretanto, a segurança não vai trazer lucros, vantagens econômicas ou comerciais. Por isso, a segurança é coisa cada vez mais rara.

Paradoxo: como combater Semideuses do crime com simples profissionais da segurança, reris mortais? Seria necessário contratar a própria Securitas, a Deusa da segurança do império romano? Será que os profissionais da segurança, justamente por serem apenas reris mortais, poderiam enfrentar os Semideuses do crime, cobrando um "preçim bem baratim"?

Diante de tantas incertezas, os gestores não enxergam os riscos e nem a segurança (não existem sintomas visíveis dos riscos ou da segurança), só os custos($). Ao evitar custos, a maioria acaba evitando mesmo é a segurança...

Assim, muitos gestores se mantém capitalizados e desprotegidos, mitológicos e cheios de fé, sem saberem como investir e nem a quem confiar uma consultoria para auxiliar sua gestão de segurança. Por isso, muitos gestores rezam aos Deuses, sem fazerem os empreendimentos necessários em segurança.

Aos avarentos, sugiro que rezem em casa, pois, rezar na igreja pode custar 10% (dízimo) de toda a sua renda. Essa é a lógica desse sistema econômico, gerador de riscos e de certos tipos de fé...

O Estigma Mitológico Apologético da criminalidade bem sucedida. (Parte III)

INTELIGÊNCIA NA SEGURANÇA
Além de ser um complexo de problemas (econômico, social, místico, religioso, administrativo, tecnológico, operacional...), a segurança também é um paradoxo moral: como pode um jovem “desqualificado” ter tanta dificuldade para conseguir um empreguinho nas "inatingíveis" organizações e, ao mesmo tempo, ter tanta facilidade para roubar estas mesmas organizações?

Além da vantagem econômica obtida ilegalmente, esse previsível crime faz uma prova perversa da "inteligência" desse jovem criminoso. Pior: prova a falta de inteligência da organização, da sociedade, do Estado e do próprio sistema econômico...

Enquanto os marginais estão desmistificando (e roubando) as organizações (dentre elas os condomínios e as igrejas), as organizações estão percorrendo o caminho inverso. Os gestores estão recuando; regredindo diante dos paradoxos morais devido aos parâmetros ecônomicos.

Sem romper algumas regras do pensamento econômico, fica difícil criar coragem e implantar estratégias e políticas de segurança necessárias, sem infringir a lei. Aliás, muitos preferem infringir a lei que sair dos parâmetros do sistema econômico (lucros e vantagens)...

Diferente do fracasso, o sucesso da segurança é invisível, já que as ações criminosas, quando evitadas, ninguém percebe. Entretanto, é conveniente (?) que fique assim, pois, de acordo com as regras do sistema econômico, a maior visibilidade do sucesso da segurança privada tornaria o serviço mais caro, e afastaria ainda mais a segurança das organizações econômicas, focadas apenas no lucro...

Na verdade, esse preço acaba sendo regulado mais pela inércia dos gestores (em demanda negativa) que pela "saudável concorrência". Isto é outra incoerência do sistema econômico: neste setor (segurança) não deveria existir concorrência, mas sinergia entre gestores, colaboradores, usuários, Estado e sociedade...

Particularmente, penso que a segurança deveria ser monopólio exclusivo do Estado, e não deveria ser jamais privatizada. Contudo, haja vista a qualidade da administração pública, dos eleitores e dos políticos eleitos, onde tudo é corrompido por esse sistema econômico...

Na segurança Privada, mesmo que os objetivos estratégicos estejam sendo plenamente alcançados na organização, ninguém vê. Por isso, muitos colaboradores acham que a segurança é uma luta inglória - o que nos traz de volta ao estigma mitológico apologético da criminalidade bem sucedida...

Assim, fica escondido o sucesso da estratégia de segurança, havendo ainda quem diga que o dinheiro foi gasto à toa, vez que não houve crime... Porém, quando as ações criminosas são bem sucedidas, e visíveis, elas revelam imediatamente o fracasso da gestão de segurança, exigindo muitas explicações dos gestores, de quem se pretende cobrar os prejuízos... Coisas do capitalismo.

PESQUISAS DE CONFIANÇA NA SEGURANÇA PÚBLICA E PRIVADA.

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