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2 de set. de 2022

Brasil tem mais de 600 mil seguranças privados atuando sem controle da PF.

 Em São Paulo, um garoto de 17 anos foi amordaçado, despido e chicoteado após ser surpreendido tentando furtar chocolate. Em Salvador, tio e sobrinho foram mortos após serem flagrados furtando carne. Em Porto Alegre, um homem de 40 anos foi espancado até a morte após discutir com funcionários.

Todas essas pessoas foram vítimas de um exército clandestino formado por seguranças irregulares que atuam sem um controle efetivo da Polícia Federal. Esse contingente é estimado em cerca de 600 mil homens e mulheres, segundo os dados mais recentes do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

Somando essa segurança clandestina com os vigilantes registrados regularmente —496 mil profissionais —, esse exército privado chega a 1,1 milhão de pessoas. O número é superior à soma de todos os integrantes das forças de segurança do país, atualmente estimada em 772 mil pessoas.

Especialistas ouvidos pela Folha são unânimes em dizer que o crescimento desse mercado irregular ocorre porque, entre outros motivos, a legislação que regulamenta o setor, publicada há quase 40 anos (Lei 7.102/1983), está desatualizada e favorece quem atua de maneira irregular.

A norma atual não prevê, por exemplo, mecanismos para que a Polícia Federal possa punir empresas irregulares. Uma pessoa jurídica flagrada atuando de maneira clandestina pode, no máximo, ser fechada pelos policiais, mas não é multada e os responsáveis não respondem a crime.

"A PF não tem nenhum instrumento para multar. O que a PF faz, basicamente, é recolher os uniformes e equipamentos, tudo que estiver vinculado à prestação de serviço. É isso que a PF faz. A pessoa vai ficar com o nome registrado na base da PF, e, se ela quiser regularizar a empresa, vai ter algum problema", afirma Cleber Lopes, pesquisador do Fórum e especialista em segurança privada.

Professor do departamento de ciências sociais da Universidade Estadual de Londrina e coordenador do LEGS (Laboratório de Estudos sobre Governança da Segurança), Lopes foi responsável pela análise dos dados do Fórum e conseguiu chegar aos 600 mil seguranças irregulares cruzando informações da Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua) e da Polícia Federal.

Como as declarações à Pnad são feitas de forma espontânea, durante visitas em domicílios, ele calcula que o tamanho desse setor clandestino pode ser ainda maior. Isso porque foi baixa a quantidade de policiais que admitiram fazer bicos de segurança (cerca de 0,5%).

A taxa é considerada irreal pelos especialistas porque muitos policiais, em especial PMs, participam de atividades de segurança privada nos horários de folga. Os dados não são considerados confiáveis.

De acordo com André Zanetic, doutor em ciência política e especialista em dados e estatística do Programa Fazendo Justiça, as empresas irregulares costumam recrutar policiais da ativa e, também, pessoas sem qualificação para esse trabalho.

"Vigilantes demitidos de empresas regulares, pessoas que foram reprovadas em exames da Academia de Polícia, agentes que foram expulsos de órgãos de segurança pública, e mesmo pessoas desempregadas, sem qualificação para atuar no setor", afirmou ele.

Zanetic diz, ainda, que a situação coloca em risco as pessoas que frequentam os estabelecimentos nos quais atuam esses seguranças clandestinos. "Porque é comum ações com uso extremado da força, inclusive com ocorrências de homicídios causadas por despreparo de agentes no uso de armas de fogo, entre outras ocorrências que poderiam ser evitadas".

Uma das principais diferenças entre a segurança regular e a irregular é a triagem dos profissionais: os vigilantes oficiais recebem treinamento, passam por exames clínicos e não podem ter antecedentes criminais ou serem alvo de inquéritos, sob o risco de serem demitidos.

"Dos clandestinos, não temos a menor noção de onde eles vêm. Nesse universo clandestino, como a Polícia Federal não regula, não controla, a gente não faz ideia de como eles se relacionam com uma zona cinzenta, que é o envolvimento com o crime organizado", diz Lopes.


Parte dos seguranças irregulares atua de forma totalmente informal. Há também casos de empresas formais que oferecem prestação de serviço de segurança, mas que, oficialmente, estão inscritas na junta comercial com outro propósito —serviço de limpeza, por exemplo—, o que também é irregular.

As empresas de segurança e os funcionários precisam estar inscritos na Polícia Federal, incluindo as equipes próprias de estabelecimentos comerciais, a chamada vigilância orgânica.

No caso da morte de João Alberto Silveira Freitas, 40, espancado em um Carrefour de Porto Alegre, em 2020, a empresa de segurança estava registrada regularmente, mas os seguranças que participaram das agressões, não estavam, segundo a Fenavist (Federação Nacional das Empresas de Segurança e Transporte de Valores). Um deles seria policial e, o outro, estava com documentação vencida.

"Eles [clandestinos] estão trabalhando em quase todos os lugares. Menos, talvez, no serviço público. Menos, não quer dizer que não tenha. No comércio é uma praga. Aí, estamos falando de tudo. Das grandes redes de supermercado ao comercinho de rua. Você passa lá e está o coletinho de apoio", disse José Boaventura Santos, presidente da CNTV (Confederação Nacional dos Vigilantes e Prestadores de Serviço).

Nas redes de supermercado, explica ele, é comum a contratação de parte de vigilantes regulares para alguns postos, mas, a maior parte da segurança ser feita por profissionais irregulares. "A proporção é, mais ou menos, 20% de vigilância legal, e 80% vigilância clandestina, ou irregular, nessas redes de supermercado", afirmou o sindicalista.

Para a Fenavist, os números do Fórum, sobre a quantidade de trabalhadores clandestinos, são até conservadores porque, conforme estudos feitos, esse grupo de clandestino já supera 1 milhão de pessoas e está crescendo, ao contrário do que ocorre com o setor formal.

De acordo com o vice-presidente jurídico da federação, Jacymar Daffini Dalcamini, o mercado de segurança privada movimenta cerca de R$ 36 bilhões ao ano. Ele estima que o mercado irregular tenha cifras semelhantes. Ainda segundo ele, a concorrência desleal coloca em risco o funcionamento de empresas que seguem a lei.

Fonte: Segurança Estratégica.

7 de set. de 2015

Uma Rede Social que aproxima vizinhos e reforça a segurança.

Os celulares, as tecnologias de telecomunicações e as redes sociais, como FACEBOOK, WHATSAPP, trouxeram uma mudança no comportamento das pessoas - que deixaram de ser PASSIVAS diante dos fatos e se tornaram mais ATIVASPensando coletivamente, os indivíduos são mais interativos nos seus grupos e comunidades...

Com essas novas tecnologias, já se pode vigiar atos irresponsáveis ou suspeitos, coibindo os criminosos. Com esse novo comportamento, as pessoas já podem interceder nos fatos, compartilhando fotos, imagens e comentários - algo impossível a menos de 10 anos atrás...

Ultrapassamos a ideia do indivíduo sozinho chamar a polícia telefonando para 190. Assim, nas questões que afetam a todos, como a segurança, com apenas um clique as pessoas já podem alertar toda a comunidade e fazer denúncias consistentes à Polícia baseadas em imagens

As autoridades legais também estarão online 24H, prestando apoio ou pronta resposta aos eventos alarmados. Com essa tecnologia e comportamento social ativo, o resultado na segurança coletiva é esse: 
assista o vídeo...

De fato, a participação ativa das pessoas (em rede de sinergia) sempre trouxe excelentes resultados na segurança (pública e privada). Por isso, a Rede ELETROGUARD sempre estimulou (e estimula) a Cultura da Segurança por meio deste blog...

A comunidade unida (e munida de provas) aumenta seu poder de persuasão diante das polícias - o que torna efetiva a parceria público-privada pela segurança, com um custo individual muito menor...

As novas tecnologias e o novo comportamento (interativo) possibilitaram o modelo de economia compartilhada. Para trazer essa inovação tecnológica para a região dos Lagos, no Rio de Janeiro, a Rede ELETROGUARD fechou um contrato de colaboração técnica

Neste novo modelo de negócio, câmeras coletivas da Rede ELETROGUARD são instaladas nas ruas para serem compartilhadas por indivíduos numa rede social de segurança comunitária: a plataforma de zeladoria interativa.

Assim, se compartilham negócios complementares na mesma idéia, através de uma plataforma que promove a interação das pessoas do mesmo grupo (vizinhos), das polícias e guardas municipais. 

Essa parceria exclusiva resulta numa ferramenta de baixo custo individual para participação ativa de cidadãos e autoridades, formando um sistema que cria vínculos diretos entre todos os envolvidos e responsáveis pela segurança...

Enfim, esta nova tecnologia possibilita que grupos unidos atuem em rede social em prol da segurançainteragindo e exigindo o dever do Estado na segurança, que é direito e responsabilidade de todos.

Sem sair de casa, mães podem acompanhar o trajeto de seus filhos a caminho da escola, o despejo e a coleta de lixo no bairro, ações de furtos e possível consumo de drogas. Pais podem fazer e receber alertas, além de ver tudo por celular...

Tudo isso resulta na melhoria da segurança e qualidade de variados serviços públicos e privados no local, que extrapolam a questão da segurança...

Eis uma poderosa ferramenta para observar, vigiar, compartilhar, interagir, interceder, colaborar e cobrar ação imediata das autoridades, apontando crimes em tempo real como disponibilizando indícios e provas, com todas as imagens gravadas...

O resultado é visível. Vai além da segurança obtida nas ruas, nos bairros, nas cidades, na residência privada de cada um. Esta experiência está sendo muito bem sucedida em diversas cidades do Brasil e dos EUA, proporcionando melhor resposta das polícias, com uma drástica diminuição de ações criminosas no local.

Tudo com o menor custo possível. Tecnologia colaborativa é isso...


Para maiores informações, ligue: (22) 9-9978-7788 (WhatsApp).

24 de mai. de 2015

A PLUTOCRACIA ENFRENTA PROBLEMAS DE SEGURANÇA

Finalmente, surge o ‘Novo Capitalismo’ - ou capitalismo de inclusão - que pode atender ao Socialismo e resolver problemas de segurança na sua origem.



Plutocratas americanos e zilionários reconhecem que o velho capitalismo é um sistema econômico entrópico, que tende a estagnação com a desigualdade social, com a concentração de renda, que provoca queda no consumo e colapso no sistema, que trará violência social e insurreição contra a própria plutocracia...

O velho capitalismo tem sido uma ‘boa tecnologia’ econômica para gerar soluções para os problemas humanos, mas uma péssima forma de distribuir renda e prosperidade na sociedade. Portanto, o capitalismo neoliberal, se for liberado geral, pode trazer de volta o neofeudalismo, recriando a França da idade média, a revolução e os forcados...

Diante desse problema, os plutocratas (capitalistas ‘sem culpa’ que adotaram a sinceridade no lugar do cinismo) reconheceram que é preciso injetar sinergia no sistema para que ele não entre em colapso. E reconhecem que isso não seria uma medida caridosa ou benevolente, mas uma medida inteligente e necessária para a estabilidade econômica e social e sobrevivência do próprio sistema...

Portanto, distribuir renda, aumentar as bases salariais, são formas de fortalecer as classes baixas e médias para manter o consumo, sem o qual o sistema para de funcionar e entra em colapso...

Tudo isso, dito pelos próprios milionários americanos, talvez possa convencer a nossa classe média vira-lata, adepta da meritocracia (em razão disso, cheia de ódio e ressentimentos, descrente dos brasileiros, que crê só nos americanos) de que também é preciso incluir os pobres na sociedade de consumo...


Talvez, esses americanos possam convencer nossas elites econômicas, que praticam o velho capitalismo (apenas na visão de lucro máximo e custo mínimo...), medíocre e insustentável, que tende ao caos...

Talvez, essas notórias personalidades americanas (capitalistas milionários) possam convencer aos tucanos que, tentar implementar novamente aquela política econômica que quebrou o Brasil três vezes, vai quebrar o Brasil de novo...

Talvez, esses notáveis plutocratas possam convencer os brasileiros, incrédulos e de baixa auto-estima, de que a política de distribuição de renda do Lula e da Dilma está corretíssima...

Talvez, ainda, essa visão possa criar um entendimento pacífico nas esquerdas divididas, de que esse sistema econômico tanto pode ser chamado de Novo Socialismo ou Novo Capitalismo, como queiram...

No final das contas, esses plutocratas, ricos e milionários, entenderam que é preciso fazer alguma coisa a começar, talvez, por pagar melhores salários àqueles que cuidam da sua segurança...

17 de jul. de 2014

Sustentabilidade e segurança com geração de energia limpa no imóvel.



Há muito tempo que os sistemas de vigilância eletrônica mantém reservas de energia para manter seu funcionamento durante um apagão ou sabotagem na rede elétrica. Baterias e nobreaks garantem horas de funcionamento dos sistemas, até que se restabeleça o fornecimento normal de energia. Mas isso não torna os sistemas de segurança autossustentáveis...

Proteger imóveis em lugares remotos, onde não havia fornecimento de energia elétrica, tornava-se caro e complicado. Geralmente, dependia-se de geradores a gasolina ou diesel, que necessitam  queimar um combustível caro. Mesmo com boa manutenção, esses geradores acabavam poluindo o ambiente com barulho e fumaça...

Com as novas tecnologias de geração de energia solar e eólica, a sustentabilidade chegou aos imóveis e aos sistemas de vigilância eletrônica...


Saiba mais em http://eletroguardenergia.blogspot.com.br/

17 de nov. de 2013

A MERITOCRACIA E SEUS EFEITOS NA SEGURANÇA PÚBLICA E PRIVADA.

A grosso modo, a meritocracia seria um método que consiste na atribuição de recompensa aos indivíduos que, supostamente, tiveram méritos para recebê-la. Um modo de seleção 'natural' que lembraria o evolucionismo de Darwin, em que só sobrevivem os melhores da espécie (humana)...



Nesta sistemática, se pretende avaliar os méritos pessoais daqueles que participam da produção no sistema econômico capitalista - cujo propósito é o lucro. Uma ideologia que se apresenta como uma 'gestão técnica' para medir os méritos individuais e dozar as recompensas que, na verdade, só mede o desempenho diante do mercado - que é uma entidade aética, que não reconhece valores morais, sociais, ecológicos... Ora, se o mercado não reconhece, não há lucro, e a meritocracia não paga.

Segundo os estudos de sociólogos, como o Prof. , a meritocracia não pode ter uma medida exata. Necessária na gestão privada, pode ser um pouco mais justa quando aplicada nas empresas, em 'stricto sensu'. Porém, suas distorsões aumentam muito quando utilizada como fundamento na gestão pública, em políticas públicas de 'lato sensu'.

A meritocracia pode dar fim a certos privilégios em 'stricto sensu', nas gestões das empresas privadas, mas também pode gerar muitos privilégios em 'lato sensu', nas políticas de governos, se transformando num fundamento de ordem social dos mais reacionários, injustos e cruéis...

Portanto, cheguei a conclusão de que a meritocracia foi adaptada ao sistema capitalista como sendo a forma mais prática, e aparentemente justa, de medir e recompensar a participação individual na produção. Um método desenvolvido e utilizado por avaliadores que foi aceito por avaliados.

Porém, infelizmente, a meritocracia tornou-se uma ideologia totalitária, arraigada na Classe Média brasileira. Levada ao extremo pela direita neoliberal, a meritocracia se aliou a uma política de exclusão e concentração de renda, trazendo para a sociedade brasileira graves problemas, como o aumento da violência...

Os altos números da violência registrados em governos meritocráticos (neoliberais) comprovam esta tese. Mas a meritocracia totalitária tem sido ideologicamente combatida por militantes da esquerda brasileira, e suas consequências debeladas por governos socialistas com programas de inclusão social.

Não quero entrar aqui em discussões político-partidárias, mas ressaltar o fato de que, se pensarmos somente em 'soluções' para melhorar a vida privada, podemos agravar a crise de ordem pública e social, que se volta contra os interesses privados...

Ao se aplicar os conceitos da recompensa pelo mérito, é necessário fazer diferença na abordagem individualista e socialista; de 'stricto sensu' para 'latu sensu'. Do contrário, a meritocracia pode se tornar mais um instrumento de dominação, transformando pequenas soluções econômicas e sociais em grandes problemas de segurança pública e privada...

ENTENDENDO OS INTERESSES E AS IDEOLOGIAS DE CADA CLASSE SOCIAL

A meritocracia é uma ideologia que se concentra na classe média, a classe C. Por ser mais qualificada para o trabalho, a classe média é extremamente meritocrática. Por isso, quer ser reconhecida pelos seus 'meritos', buscando acesso a tecnologia e aos bens consumo.

Os ricos e milionários, ao chegarem nas classes sociais A e B, vão se tornando patrimonialistas. São a minoria, mas detém poder, dinheiro e controlam as oportunidades. Por isso, querem que o Estado garanta seus privilégios e o direito de receber e transmitir patrimônios para herdeiros - sem méritos.

Já os pobres das classes D e E são o povo, a maioria da população. Sem qualificação para o trabalho, já desistiram da meritocracia. Normalmente não possuem oportunidades, méritos ou heranças. Por isso, vão tocando a vida como camelôs e pedintes, clamando pelas políticas públicas do Estado ou pela caridade das pessoas. Quando não atendidos, muitos passam a praticar crimes...

 
Ao ouvir na letra desta música paulistana a frase 'Toda tragédia só me importa quando bate em minha porta...', resolví escrever mais essa matéria para a Cultura da Segurança, que é responsabilidade de todos.
 
O assunto é complexo e polêmico. Quem quiser se aprofundar e compreender melhor o tema, sugiro a leitura de dois excelentes textos:
e

8 de out. de 2012

CUSTEAR GRUPOS ARMADOS AGORA DÁ CADEIA...



Fica o alerta para comerciantes, empresários, síndicos, moradores e donas de casa: a nova Lei 12.720/2012 tornou CRIME contra a paz pública contratar grupos clandestinos armados para prestar serviços de Segurança Privada ou de Pronta Resposta a Alarmes monitorados.

Não adiantará dizer que não sabia da lei, sancionada pela presidente Dilma em 28 de setembro de 2012, que já está em pleno vigor.

Acho desnecessário, mas para evitar problemas com a lei, algumas empresas já estão colocando cartazes como este, ao lado:

A nova lei alterou o CODIGO PENAL nos artigos 121 e 129 e ainda instituiu o artigo 288-A, que dispõe sobre os crimes de formação de quadrilhas, de grupos de extermínio e de constituição de milícias privadas.

Fiz um resumo simples da lei para que os gestores da própria segurança possam entender:


CÓDIGO PENAL


TÍTULO I - DOS CRIMES CONTRA A PESSOA


CAPÍTULO I - DOS CRIMES CONTRA A VIDA


Homicídio simples

Art. 121 - Matar alguém:

Pena - reclusão, de seis a vinte anos.


Homicídio culposo

§ 3º - Se o homicídio é culposo:

Pena - detenção, de um a três anos.


Aumento de pena

§ 6º - A pena é aumentada de 1/3 (um terço) até a metade se o crime for praticado por milícia privada, sob o pretexto de prestação de serviço de segurança, ou por grupo de extermínio.


TÍTULO IX - DOS CRIMES CONTRA A PAZ PÚBLICA


Formação de quadrilha ou bando

Art. 288 - Associarem-se mais de três pessoas, em quadrilha ou bando, para o fim de cometer crimes:

Pena - reclusão, de um a três anos. (Vide Lei 8.072, de 25.7.1990)

Parágrafo único - A pena aplica-se em dobro, se a quadrilha ou bando é armado.


Constituição de milícia privada

Art. 288-A - Constituir, organizar, integrar, manter ou custear organização paramilitar, milícia particular, grupo ou esquadrão com a finalidade de praticar qualquer dos crimes previstos neste Código.

Pena - reclusão, de 4 (quatro) a 8 (oito) anos. (Incluído dada pela Lei nº 12.720, de 2012)

Fonte:

Presidência da República

Casa Civil

Subchefia para Assuntos Jurídicos

Links

http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2012/Lei/L12720.htm

http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848.htm

Leia também
PRONTA RESPOSTA ARMADA E CRIMINOSA
http://culturadaseguranca.blogspot.com.br/2011/01/pronta-resposta-armada-e-criminosa.html

30 de ago. de 2012

DESEJO x MEDO = RISCO x SEGURANÇA

Qual seria a motivação da SEGURANÇA?


O DESEJO é o impulso essencial que move as pessoas, que também pode ser chamado de sonho. A motivação vital básica para as pessoas produzirem esforços na direção dos objetivos desejados. Quando, neste caminho surge um fato sinistro ou uma ameaça, outro impulso vital exige esforços pela Segurança: o MEDO.

O medo não é algo desejado, visto que é um retrocesso no fluxo do desejo. É um desconforto íntimo, que produz apenas estímulos irracionais, que exigem uma ação inconsciente e premente: fugir, correr, voltar para lugar seguro. Como um gato que desejava comer uma sardinha, quando foi surpreendido por um cão feroz no caminho...

Porém, o medo é algo natural nos animais. Sem ele, não se preservaria a vida, pois, invez de fugir, o pequeno gato enfrentaria o enorme cão, e morreria...

Mas, a vida moderna também é cheia de riscos - e de medos. Sem nenhum tipo de medo também não se preservaria a vida nem o patrimônio, que foi longamente desejado e duramente conquistado.

Mas o simples medo não resolve os riscos e as questões de segurança... É o desejo de acabar com aquilo que produz o medo que motiva pessoas para a segurança - que deve ser vista como um jeito inteligente de garantir o fluxo dos desejos, dos sonhos e da liberdade para novas e variadas conquistas.

A segurança se torna um objetivo desejado quando as pessoas percebem a necessidade de controlar medos para gerir riscos  e garantir sonhos. A segurança começa quando se controla o medo, para garantir o fluxo da vida, que deve seguir seu curso do modo mais seguro e feliz possível...

A gestão de segurança deve criar soluções preventivas para zelar, vigiar e proteger pessoas e patrimônios... Então, a segurança deve sempre surgir de um ganho de capacidade, consciente, inteligente e racional - nunca do medo.

Poderíamos dizer que o desejo está para o risco como o medo está para a segurança, criando uma fórmula de equilíbrio vital:

DESEJO x MEDO = RISCO x SEGURANÇA.

25 de ago. de 2012

SECURITY COACHING: Ajuda na Autogestão da Segurança.

   

O Security Coaching visa levar pessoas do estado atual (inseguro) para o estado desejado (seguro), ajudando o gestor a tratar a segurança íntima e ambiental em conjunto, em aspecto humano e patrimonial como um todo. Parte de uma visão ampla para criar (e alcançar) objetivos pessoais específicos na segurança.

Como por exemplo, através da Autogestão podemos:
1- Melhorar segurança interior (íntima) e exterior (ambiente) para obter tranquilidade, felicidade.
2- Criar sistemas de segurança em casa para viajar ou se ausentar.
3- Criar sistemas de vigilância para controlar seu negócio, mesmo na sua ausência...

As questões de segurança pessoal e patrimonial estão interligadas, nas quais, tanto o comportamento pessoal dos gestores e dos colaboradores, como fatores externos vão afetar a segurança das pessoas e das organizações como um todo. É preciso uma gestão de segurança integral, adequando metas pessoais e objetivos empresariais aos diversos parâmetros existentes no ambiente.


A- O processo de coaching pode ajudar o gestor a tratar sua segurança pessoal (íntima), visando:

1- Aprimorar sua inteligência emocional, fazendo aflorar consciência, noção e percepção.

2- Controlar receios, medos e tecnofobias que possam prejudicar a gestão da segurança.

3- Auxiliar na identificação de riscos subjetivos e objetivos, imaginários e reais.

4- Identificar outros fatores íntimos que possam interferir na gestão da segurança.

5- Trazer resultados positivos para a vida pessoal e profissional do gestor.


B- O processo de coaching pode ajudar o gestor a tratar a segurança patrimonial (ambiente), visando:

1- Aprimorar a administração da organização, simplificando a gestão da segurança.

2- Auxiliar busca, captação e a implantação de recursos humanos e tecnológicos.

3- Desenvolver inteligência com estratégias, táticas e técnicas na gestão de segurança.

4- Conhecer recursos humanos e tecnológicos disponíveis, parâmetros econômicos e legais.

5- Utilizar recursos disponíveis, com controle total dos aparatos de segurança, dentro da lei.

A partir do Security Coaching, o gestor pode se capacitar para criar suas próprias estratégias de segurança com uma “noção integral”; obter uma visão clara do objetivo estratégico de cada item de segurança implantado, do compartilhamento da missão-atribuição de cada colaborador e das responsabilidades legais; fazer a coordenação estratégica, tática e técnica do plano de segurança orgânica. Com informação clara e compartilhada, pode criar e manter a sinergia entre gestores, stakeholders e colaboradores em parcerias multidisciplinares, reduzindo a entropia na organização.

Enfim, o Security Coaching visa capacitar o gestor para uma gestão da segurança integral, que requer visão global, ações com foco, tecnologias, planejamento... Uma gestão integral que resulte na concretização de objetivos estratégicos na segurança, alinhados com os desejos pessoais do gestor e de seus colaboradores.

Maiores informações pelo Tel.: (22) 2629-2790 e (22) 9-9978-7788.

Nome Skype: eletroguardandre

2 de jul. de 2012

O Estigma Mitológico Apologético da criminalidade bem sucedida. (Parte I)

No popular, isso significa apenas dizer: "se o ladrão quiser, nada pode contê-lo". Será que isso é verdade?

Com 17 anos de experiência no ramo, ouso discordar disso. Defendo a tese de que esse comportamento existe apenas para justificar o baixo investimento em medidas preventivas de segurança - que não trarão renda, mas algumas despesas.

Veja o repeito que o "Senhor" Ladrão ganhou desse pequeno gestor, que adotou medidas simpáticas ao crime (criminosas) para tentar amenizar seu problema de segurança.
 O problema é que, nos parâmetros do sistema econômico capitalista, não há lugar para despesas, só para lucros. Por isso, os gestores mantém prioridade, foco e investimentos nos setores que produzem renda nas organizações, afastando a Cultura da Segurança para conter despesas, mesmo que necessárias. O baixo nível de investimento em medidas preventivas de segurança e as altas taxas de omissão, negligência e impunidade é que trazem como consequência o sucesso criminoso.

O sucesso criminoso e a baixa autoestima dos gestores desenvolve o estigma mitológico da criminalidade bem sucedida. A glamourização dos atos criminosos e a apologia ao crime surgem para encobrir o fracasso da gestão de segurança, que trazem como justificativa frases como esta: "não importa o que se faça, os criminosos serão sempre bem sucedidos"...



O Estigma Mitológico Apologético da criminalidade bem sucedida. (Parte II)

MISTICISMO NA SEGURANÇA
O pensamento mitológico deixa os gestores inertes, rendidos por antecipação. O curioso é que os gestores mudam esse pensamento (e comportamento) assim que os crimes ocorrem. Ao sofrerem crimes reais os gestores "acordam"! Saem da inércia e tomam medidas urgentes (e concretas) de segurança...

Na realidade, os fatos criminosos (ocorridos no ambiente dos gestores) fazem o mito desaparecer instantaneamente - ao menos até que a sensação de segurança local volte e traga de volta a costumeira negligência, com sua velha justificativa (mitológica) contra gastos na segurança.

Continue lendo e saiba como evitar o azar.

O que o sucesso criminoso torna claro é o fracasso da gestão capitalista de segurança, onde o sistema econômico gera riscos e dificulta as soluções de segurança. Sistema em que os gestores não agem preventivamente aos riscos, apenas reagem aos fatos criminosos já ocorridos nas organizações. Reações póstumas e ineficazes, que acabam saindo muito mais caras e imprevisíveis. Sistema que obriga todos a supervalorizar o dinheiro, desvalorizar a segurança, menosprezar a natureza e a vida humana...

O Sistema econômico gera o Estigma Mitológico Apologético, que gera e mantém essa inércia - enquanto os gestores ainda estão se sentindo razoavelmente seguros. A partir daí, são os fatos criminosos, traumas e prejuízos que vão fazer essa inércia desaparecer.

Nos momentos de desespero, os gestores passam a gastar dinheiro e a comprar qualquer "solução" disponível no mercado, sem qualquer planejamento. Além das fábulas criminais, entre outras crenças e superstições, alguns gestores passam a acreditar que o "mercado" oferecerá soluções instantâneas de segurança, em kits embrulhados para presente...

Passado o susto, os gestores escondem o fracasso fático da gestão atrás da a mitologia apologética do crime. Uma complicação que obscurece os fatos para aliviar a vergonha dos gestores, vitimas do sistema econômico e cultural vigente. Afinal, é mais "vantajoso" ser roubado por Semideuses do crime que perder para simples ladrões de galinha: pobres, desnutridos e desqualificados; que praticam crimes banais, plenamente evitáveis.

Outros gestores preferem soluções mais drásticas e criminosas, fornecidas pelos próprios bandidos ou milícias, pensando serem estas mais rápidas e eficazes. Justificam: "Se não pode vencê-los, junte-se à eles": uma evolução sinistra do velho pragmatismo amoral capitalista.

No sistema econômico capitalista, investir é mesmo uma ousadia. Assim como o crime, a Segurança é um empreendimento: requer vontade, planejamento, inteligência, capacitação, tecnologia, responsabilidade, comprometimento, sinergia e coragem de investir. Entretanto, a segurança não vai trazer lucros, vantagens econômicas ou comerciais. Por isso, a segurança é coisa cada vez mais rara.

Paradoxo: como combater Semideuses do crime com simples profissionais da segurança, reris mortais? Seria necessário contratar a própria Securitas, a Deusa da segurança do império romano? Será que os profissionais da segurança, justamente por serem apenas reris mortais, poderiam enfrentar os Semideuses do crime, cobrando um "preçim bem baratim"?

Diante de tantas incertezas, os gestores não enxergam os riscos e nem a segurança (não existem sintomas visíveis dos riscos ou da segurança), só os custos($). Ao evitar custos, a maioria acaba evitando mesmo é a segurança...

Assim, muitos gestores se mantém capitalizados e desprotegidos, mitológicos e cheios de fé, sem saberem como investir e nem a quem confiar uma consultoria para auxiliar sua gestão de segurança. Por isso, muitos gestores rezam aos Deuses, sem fazerem os empreendimentos necessários em segurança.

Aos avarentos, sugiro que rezem em casa, pois, rezar na igreja pode custar 10% (dízimo) de toda a sua renda. Essa é a lógica desse sistema econômico, gerador de riscos e de certos tipos de fé...

O Estigma Mitológico Apologético da criminalidade bem sucedida. (Parte III)

INTELIGÊNCIA NA SEGURANÇA
Além de ser um complexo de problemas (econômico, social, místico, religioso, administrativo, tecnológico, operacional...), a segurança também é um paradoxo moral: como pode um jovem “desqualificado” ter tanta dificuldade para conseguir um empreguinho nas "inatingíveis" organizações e, ao mesmo tempo, ter tanta facilidade para roubar estas mesmas organizações?

Além da vantagem econômica obtida ilegalmente, esse previsível crime faz uma prova perversa da "inteligência" desse jovem criminoso. Pior: prova a falta de inteligência da organização, da sociedade, do Estado e do próprio sistema econômico...

Enquanto os marginais estão desmistificando (e roubando) as organizações (dentre elas os condomínios e as igrejas), as organizações estão percorrendo o caminho inverso. Os gestores estão recuando; regredindo diante dos paradoxos morais devido aos parâmetros ecônomicos.

Sem romper algumas regras do pensamento econômico, fica difícil criar coragem e implantar estratégias e políticas de segurança necessárias, sem infringir a lei. Aliás, muitos preferem infringir a lei que sair dos parâmetros do sistema econômico (lucros e vantagens)...

Diferente do fracasso, o sucesso da segurança é invisível, já que as ações criminosas, quando evitadas, ninguém percebe. Entretanto, é conveniente (?) que fique assim, pois, de acordo com as regras do sistema econômico, a maior visibilidade do sucesso da segurança privada tornaria o serviço mais caro, e afastaria ainda mais a segurança das organizações econômicas, focadas apenas no lucro...

Na verdade, esse preço acaba sendo regulado mais pela inércia dos gestores (em demanda negativa) que pela "saudável concorrência". Isto é outra incoerência do sistema econômico: neste setor (segurança) não deveria existir concorrência, mas sinergia entre gestores, colaboradores, usuários, Estado e sociedade...

Particularmente, penso que a segurança deveria ser monopólio exclusivo do Estado, e não deveria ser jamais privatizada. Contudo, haja vista a qualidade da administração pública, dos eleitores e dos políticos eleitos, onde tudo é corrompido por esse sistema econômico...

Na segurança Privada, mesmo que os objetivos estratégicos estejam sendo plenamente alcançados na organização, ninguém vê. Por isso, muitos colaboradores acham que a segurança é uma luta inglória - o que nos traz de volta ao estigma mitológico apologético da criminalidade bem sucedida...

Assim, fica escondido o sucesso da estratégia de segurança, havendo ainda quem diga que o dinheiro foi gasto à toa, vez que não houve crime... Porém, quando as ações criminosas são bem sucedidas, e visíveis, elas revelam imediatamente o fracasso da gestão de segurança, exigindo muitas explicações dos gestores, de quem se pretende cobrar os prejuízos... Coisas do capitalismo.

O Estigma Mitológico Apologético da criminalidade bem sucedida. (Parte IV)

MORAL DA SEGURANÇA.
Além dos prejuízos imediatos, as ações criminosas bem sucedidas levantam suspeitas contra gestores e colaboradores da segurança: ganância, irresponsabilidade, incompetência, negligência, conivência e fraude na organização. Ou seja, além do prejuízo material da organização, o sucesso de um evento criminoso ainda deixa um prejuízo moral para o gestor e seus colaboradores. Isto aumenta a responsabilidade dos que trabalham pela segurança.

Por isto, os gestores precisam rever suas estratégias para manter a sinergia na organização; os abnegados colaboradores precisam sempre rever suas funções táticas e técnicas; e os usuários dos sistemas estarem atentos às normas de utilização... Enfim, todos estarem comprometidos e interessados na segurança, cada um no seu papel, atribuição ou missão.


Estudos de vulnerabilidades e estratégias de segurança são baseados na experiência de eventos criminosos passados, bem sucedidos ou não. Com ajuda especializada, aprende-se até com eventos criminosos ocorridos em outras organizações. A cada nova ação criminosa (bem ou mal sucedida) se pode trazer algo útil para a gestão de segurança da organização vitimada, assim como às demais.

O gestor da Segurança deve sempre motivar e apoiar os colaboradores, visando manter a sinergia do grupo. Observar os comportamentos humanos, que provocam as falhas tecnológicas e outros riscos. A prevenção e a vigilância são o ônus da segurança, pois os eventos criminosos têm natureza imprevista e inovadora.

Neste jogo de inteligência, a vigilância eletrônica pode ser uma boa tática para reduzir os custos, aumentar a eficiência e a eficácia da tarefa de vigiar. Porém, esta tática deve estar aliada a outras medidas de segurança, formando um conjunto estratégico: o sistema de segurança da organização. Um Sistema de segurança dentro do sistema econômico, que afaste a maioria dos eventos criminosos futuros, previsíveis e evitáveis, coibíveis e puníveis.

O Estigma Mitológico Apologético da criminalidade bem sucedida. (Parte V)

QUALIDADE NA GESTÃO DA SEGURANÇA
Como não existe segurança absoluta, a qualidade da segurança é sempre relativa.

Por isto, a qualidade da segurança fica relacionada à qualidade da gestão de segurança, dos processos estratégicos, dos recursos humanos e tecnológicos disponíveis, do nível de prevenção de riscos que se quer controlar diante dos riscos existentes, do nível de eficiência e eficácia das medidas de segurança, do grau de sinergia dos colaboradores, da clareza das regras estabelecidas, do fiel cumprimento de metas estratégicas e tarefas operacionais...

A sinergia só pode ser criada, e mantida, por uma Cultura de Segurança na organização. Sua ausência causa entropia e traz de volta a Mitologia Apologética do Crime: um caminho curto para o fracasso, com uma justificativa já pronta.

Para gerir a segurança é necessário desenvolver a inteligência na organização,  reduzindo a falta de planejamento. Fazendo investimentos, capacitação, treinamento e sinergia na segurança.


O processo de coaching pode ajudar o gestor a desenvolver uma visão ampla da segurança, da sua vida pessoal e da organização, capacitando-se a criar novas estratégias com “noção integral”. Uma visão clara do compartilhamento da missão, das atribuições específicas, responsabilidades de cada colaborador e dos objetivos estratégicos de cada item de segurança implantado.

Sem essa capacidade gerencial, fica difícil para o gestor - que tem inúmeras atribuições na organização para torná-la lucrativa - fazer a coordenação estratégica e tática de um plano de segurança orgânica, com a sinergia necessária.

Embora os problemas de segurança sejam complexos, é bastante comum que as organizações ignorem tudo isto e façam simples aquisições de sistemas de vigilância eletrônica, através dos setores de compras. Assim, serviços e tecnologias estratégicas são negociadas como qualquer item da administração de compras, onde se mantém o foco apenas nas vantagens comerciais das transações e nos lucros imediatos da organização, não na segurança. Esse já seria o primeiro passo em direção ao fracasso, para o qual já se tem uma desculpa pronta...

No mercado da vigilância eletrônica é rara a proposta de integração entre as tecnologias e a gestão tático-estratégica das organizações. São raras as soluções que atendam as reais necessidades de segurança das organizações e das pessoas; que respeitem as leis em vigor. De modo geral, o que existe no mercado é simples comércio: compra/ venda de objetos tecnológicos e de serviços. Comércio que pode trazer ainda + risco.

Leia: Vigilância Eletrônica: Segurança ou Risco?

12 de abr. de 2012

A Gestão da Segurança Imobiliária em Condomínios e Cidades Turísticas.

Por André Pereira da Silva

Este é o nome do Projeto de Pesquisa que estou desenvolvendo no programa de iniciação científica da Universidade Veiga de Almeida em parceria com o CNPq, Conselho Nacional de Desenvolvimento Tecnológico, Ministério da Ciência e Tecnologia. A pesquisa conta com meus 17 anos de experiência na Rede ELETROGUARD de Segurança Eletrônica.


Justificativa:

Crimes de roubos, furtos, assaltos nas ruas e arrastões em condomínios vêm provocando medo nos moradores e desvalorização nos imóveis, em diversas localidades. O fenômeno da insegurança afeta a qualidade de vida dos moradores - e o valor dos imóveis - até em condomínios fechados, onde existe a presunção da segurança “total”. A crescente violência urbana torna as moradias vulneráveis, vez que bancos e joalherias estão cada vez mais protegidos. Isto exige uma Gestão Imobiliária que integre uma segurança eficaz nos imóveis.

A segurança pública e privada tem atribuições limitadas por lei, tarefas e responsabilidades compartilhadas: Síndicos, porteiros, vigias, vigilância eletrônica, vigilância armada, polícia federal, civil, militar... As milícias também têm suas áreas e “regras” de atuação. Neste cenário, o Gestor Imobiliário responsável deve desempenhar seu papel na segurança, respeitando os limites legais. Deve entrar em sinergia com os demais agentes para gerar segurança nos imóveis e bem estar aos moradores, propiciando os negócios imobiliários.

A Segurança é um valor agregado aos imóveis. Um valor que deve ser cultivado e preservado.

Este projeto de pesquisa pretende colher dados e informações úteis para auxiliar a Gestão de Segurança Imobiliária em Condomínios e Cidades Turísticas.



QUESTIONÁRIO DA PESQUISA

Abra a janela de comentário e responda o questionário citando apenas os números das perguntas com as letras das respostas escolhidas, como num gabarito de prova.


Escolha uma resposta.

1- Você se sente seguro nesta cidade?

A- ( ) SIM. Moro num paraíso e nem penso nisso.

B- ( ) SIM. Sinto razoável segurança em casa e nas ruas.

C- ( ) Às vezes isso me preocupa, mas não sei o que fazer.

D- ( ) NÃO. Tomo medidas preventivas e faço pela segurança o que dá para fazer sozinho.

E- ( ) NÃO. Tomo medidas preventivas, contrato sistemas de segurança e ajuda especializada.


Escolha uma resposta.

2- Você confia nos agentes Públicos de segurança?

A- ( ) SIM. Confio nas Instituições de polícia Civil, Militar e Federal.

B- ( ) SIM. Confio nos policiais que eu conheço.

C- ( ) Às vezes isso me preocupa, mas não sei o que fazer.

D- ( ) NÃO. Evito contato com policiais e faço pela segurança o que posso fazer sozinho.

E- ( ) NÃO. Quando preciso, contrato segurança privada.


Escolha uma resposta.

3- Você confia nos agentes Privados de segurança?

A- ( ) SIM. Confio nas Empresas de Vigilância Armada, fiscalizadas pela polícia federal.

B- ( ) SIM. Confio nas Empresas de Vigilância Eletrônica tradicionais.

C- ( ) Às vezes isso me preocupa, mas não sei o que fazer.

D- ( ) NÃO. Evito contato com essa gente e resolvo tudo sozinho.

E- ( ) NÃO. Quando preciso de segurança eu chamo a polícia.


Escolha uma resposta.

4- Você confia nos serviços e tecnologias utilizadas na Vigilância Eletrônica?

A- ( ) SIM. Confio nas tecnologias geridas pelo Estado.

B- ( ) SIM. Confio nas tecnologias geridas por empresas privadas.

C- ( ) Às vezes isso me preocupa, mas não sei o que fazer.

D- ( ) NÃO. Preservo minha privacidade e evito contato com essas tecnologias.

E- ( ) NÃO. Públicas ou Privadas acho que essas tecnologias são muito perigosas.


Escolha uma resposta.

5- Você acha que os agentes da segurança pública são os mesmos que fazem a segurança privada?

A- ( ) SIM. Creio que a maioria dos donos de empresas de vigilância privada são policiais.

B- ( ) SIM. Creio que a maioria dos que trabalham em empresas de vigilância privada são policiais.

C- ( ) Às vezes isso me preocupa, mas não sei o que dizer.

D- ( ) NÃO. Os donos das empresas de vigilância privada não são policiais, são apenas empresários.

E- ( ) NÃO. Os empregados das empresas de vigilância privada não são policiais.


Escolha uma resposta.

6- Você discorda ou concorda com a venda de armas de fogo registradas no país?

A- ( ) Concorda totalmente.

B- ( ) Concorda em parte.

C- ( ) Discorda totalmente.

D- ( ) Discorda em parte.

E- ( ) Prefere não opinar.


Escolha uma resposta.

7- Você discorda ou concorda com a venda de armas de fogo clandestinas no país?

A- ( ) Concorda totalmente.

B- ( ) Concorda em parte.

C- ( ) Discorda totalmente.

D- ( ) Discorda em parte.

E- ( ) Prefere não opinar.


Escolha uma resposta.

8- Você acha que os investimentos públicos e privados em segurança são:

A- ( ) Um gasto público desnecessário.

B- ( ) Um investimento público necessário.

C- ( ) Um gasto privado desnecessário.

D- ( ) Um investimento privado necessário.


Escolha uma resposta.

9- Você acha seu condomínio seguro?

A- ( ) SIM. Moro num paraíso e nem penso nisso.

B- ( ) SIM. Sinto razoável segurança nas áreas comuns.

C- ( ) Às vezes isso me preocupa, mas não sei o que fazer.

D- ( ) NÃO. Tomo medidas preventivas e faço pela segurança o que dá para fazer sozinho.

E- ( ) NÃO. Tomo medidas preventivas, contrato sistemas de segurança e ajuda especializada.


Escolha uma resposta.

10- Você acha sua residência segura?

A- ( ) SIM. Moro num paraíso e nem penso nisso.

B- ( ) SIM. Sinto razoável segurança em casa.

C- ( ) Às vezes isso me preocupa, mas não sei o que fazer.

D- ( ) NÃO. Tomo medidas preventivas de segurança e faço o que dá para fazer sozinho.

E- ( ) NÃO. Tomo medidas preventivas de segurança contratando ajuda especializada.


Escolha uma resposta.

11- Você confia nos agentes de segurança contratados por seu condomínio?

A- ( ) SIM. Confio nos funcionários de empresas terceirizadas.

B- ( ) SIM. Confio nos funcionários do condomínio.

C- ( ) Às vezes isso me preocupa, mas não sei o que fazer.

D- ( ) NÃO. Evito contato com essa gente e protejo minha casa sozinho.

E- ( ) NÃO. Quando preciso de segurança eu chamo a polícia.


Escolha duas respostas.

12- O que você mais preza numa moradia:

A- ( ) O status e o glamour de morar bem.

B- ( ) A liberdade de transitar em áreas seguras.

C- ( ) A solidariedade entre os vizinhos.

D- ( ) A privacidade diante de vizinhos.


Escolha duas respostas.

13- O que você preza mais numa moradia:

A- ( ) O conforto e a beleza do lugar.

B- ( ) A harmonia e a segurança do lugar.

C- ( ) O preço de venda e revenda do imóvel.

D- ( ) O custo de manutenção.


Escolha duas respostas.

14- O que você preza mais numa moradia:

A- ( ) A proximidade do trabalho.

B- ( ) A proximidade da natureza.

C- ( ) A proximidade de amigos e parentes.

D- ( ) A proximidade de um posto policial.


Escolha duas respostas.

15- Em sua opinião, a segurança imobiliária é:

A- ( ) Responsabilidade do condomínio.

B- ( ) Responsabilidade sua.

C- ( ) Responsabilidade de todos.

D- ( ) Responsabilidade do Estado.


Escolha duas respostas.

16- Diante de um arrombamento/ furto na sua casa, de quem você gostaria de obter apoio imediato?

A- ( ) De seu vizinho ou parente.

B- ( ) Do síndico ou funcionário do condomínio.

C- ( ) Da polícia.

D- ( ) De alguma autoridade conhecida.


Escolha duas respostas.

17- Diante de um arrombamento/ furto na sua casa, a quem você deveria responsabilizar?

A- ( ) Seu vizinho ou parente.

B- ( ) O síndico ou funcionário do condomínio.

C- ( ) A polícia.

D- ( ) O governo.


Escolha duas respostas.

18- Você acha que existe solidariedade das pessoas pela segurança?

A- ( ) SIM. Conto com a solidariedade dos vizinhos nas questões de segurança.

B- ( ) SIM. Conto com a solidariedade dos funcionários nas questões de segurança.

C- ( ) Às vezes isso me preocupa, mas não sei o que dizer.

D- ( ) NÃO. Tomo medidas preventivas e faço pela segurança o que dá para fazer sozinho.

E- ( ) NÃO. Tomo medidas preventivas, contrato sistemas de segurança e ajuda especializada.


Escolha duas respostas.

19- Em sua opinião, a Gestão Imobiliária deve visar, prioritariamente:

A- ( ) O conforto e bem estar do morador.

B- ( ) A Segurança dos imóveis.

C- ( ) A valorização dos imóveis.

D- ( ) O patrimônio coletivo.

E- ( ) O patrimônio privado.


Escolha uma resposta.

20- Você concorda com o trecho do Artigo 144 da Constituição da nossa República que diz: “Segurança, dever do Estado, direito e responsabilidade de todos” ?

A- ( ) Concorda totalmente.

B- ( ) Concorda em parte.

C- ( ) Discorda totalmente.

D- ( ) Discorda em parte.

E- ( ) Prefere não opinar.


Faça comentários e acrescente algo que faltou na pesquisa.

11 de out. de 2011

QUEBRA-MOLAS: o novo instrumento do CRIME.

Por André Pereira da Silva

Assaltantes já não precisam colocar obstáculos no meio da pista para roubar e sequestrar os motoristas entre Cabo Frio e Búzios(RJ); eles já estão lá.

Proibido pelo Art. 94 e 95 do Código de Trânsito Brasileiro e pelas Resoluções do CONTRAN Nº 39/98 e 336/2009, o "quebra-molas" não é solução de segurança no trânsito: é um instrumento de roubo, fraude e compra de votos nos municípios. Uma farsa com algo que parece dar segurança, que parece ser legal (por ser implantado por órgãos oficiais nas vias públicas) mas, que viola a constituição da república e a lei de trânsito brasileira.

Todos devem saber que o "quebra-molas" é totalmente ilegal - além de imoral e imbecil quando utilizado para dar segurança ao trânsito. Entretanto, algo muito inteligente, quando utilizado para finalidades criminosas como fraude, compra de votos, corrupção ou assalto à mão armada. Inteligente por enganar a todos, dando um "ar" de segurança e de legalidade a algo tão inseguro quanto ilegal.

A farsa dos "quebra-molas" tem sido a forma mais barata de políticos agradarem as famílias vítimas de atropelamentos. Um placebo para dar satisfação à sociedade e aos eleitores, de maioria pobre e sem cultura (e sem carro), fáceis de enganar.

Essa farsa vem substituindo o planejamento, a sinalização e a educação no trânsito. Os municípios só fazem "quebra-molas" invés de calçadas, passarelas, ciclovias e acham mais fácil (e lucrativo) culpar (e multar) os motoristas por todos os acidentes de trânsito.

O "quebra-molas" se tornou o ideal tosco do movimento dos "sem-carro", incentivado por maus políticos, que fingem cuidar dos pedestres enquanto encobrem seus verdadeiros objetivos: 
1- engordar o CAIXA 2 do trânsito com multas e procedimentos clandestinos para extorquir os motoristas;
2- comprar os votos dos "sem-carro" com montinhos de terra cobertos com asfalto...

Com essa política corrupta e eleitoreira permanentemente realizada nas ruas da cidade, os motoristas proprietários de veículos ficam cada vez mais à mercê de ladrões: dos que surgem das comunidades carentes que cercam as vias de trânsito e daqueles que se tornaram a própria autoridade no trânsito...

As políticas neoliberais de segurança no trânsito estão se tornando cada vez mais criminosas, irresponsáveis e desastrosas, nas quais os gestores das vias públicas transformam motoristas em "vilões" para justificar a implantação de meios de tecnológicos de extorsão: os famosos "pardais". Tudo para alterar a opinião pública e aumentar a arrecadação clandestina com multas, reboques, estacionamentos e impostos. Uma festa da fraude e da corrupção, para a qual o Tribunal de Contas não foi convidado.

Com poder público e apoiados por eleitores "sem-carros", as Guardas Municipais incentivam e constroem esses obstáculos ilegais na pista, sem qualquer critério, obstruindo todas as ruas das cidades. O povão apoia essas "autoridades", que também apoia esse povão na obstrução das vias, sem qualquer repressão a isto. Resultado: qualquer um faz obstáculos nas vias públicas, sem qualquer padrão ou critério. Tudo isso gera ônus e riscos aos motoristas, ineficiência ao transporte de cargas e passageiros e cria um clima de guerrilha urbana, o que é ruim para todo mundo.

A imprensa também tem ajudado muito os políticos a transformarem os motoristas em vilões. Contudo, motoristas não são vilões, mas heróis. Os motoristas tem que ser super-heróis, com super-carros, para trafegar em meio à tantos buracos, quebra-molas, cavalos, bicicletas, carrinhos de pipoca, de bebê, pardais, guardas corruptos e ladrões nas ruas...

A população precisa de rapidez nos serviços de emergência. Mas repare o tempo que a polícia, o corpo de bombeiros, as ambulâncias levam para chegar até o local. Eles precisam reduzir a velocidade e poupar as viaturas, que se acabam nos quebra-molas enquanto vidas esperam pelo socorro...

Além de não educar (descumprindo o que manda a lei), os municípios da região estão estimulando uma conduta negligente, corrupta e criminosa. Isso é o que realmente faz pedestres e motoristas vítimas da falta de segurança no trânsito...

"O motorista está sujeito à acidentes, responsabilidade civil, multas e a diversos tipos de emboscadas..."

O motorista é perseguido nas vias de trânsito porque transporta ali um patrimônio vulnerável. A placa do veículo também indica como lhe subtrair dinheiro fácil. É sempre o motorista quem paga "o pato". Alguém já viu algum ciclista ser multado por andar na contra-mão? Já viu alguém pagar multa por deixar cavalos soltos na pista? Alguém já foi multado por ficar soltando pipa distraidamente no meio da rua com linhas de cerol? Alguém já foi punido por cortar o pescoço de motociclistas com o cerol dessas pipas?

Políticos fazem quebra-molas e esqueçem de fazer calçadas...
A resposta é não! Sabe porque? Porque o que estão buscando no trânsito não é segurança, é dinheiro! Repare que a principal via de trânsito do Caminho de Búzios (bairro de Cabo Frio que não tem calçadas ou placas de sinalização) já está cheia de "quebra-molas"; e de pedestres andando no meio da rua... Se juntássemos todos os "quebra-molas" da cidade daria para fazer muitas calçadas para pedestres; que precisariam reaprender a utilizá-las.

Adeptos da demagogia (e da corrupção) usam os acidentes para transformar motoristas em vilões, vítimas em eleitores, tragédias em audiência. No final, tudo se converte em dinheiro. É o capitalismo neoliberal...

Cabe à nossa imprensa (também capitalista) esclarescer que o "quebra-molas" é um obstáculo ilegal a serviço da corrupção e do crime. Que isso causa ineficiência no transporte e "estorvo" para a população que trabalha, e precisa das vias de trânsito para se locomover. Que isso é uma agressão aos motoristas e aos turistas, que vem de lugares mais civilizados dirigindo seus carros.

Chega a me dar calafrios ouvir pessoas ignorantes pedindo aos políticos a construção de mais e mais "quebra-molas". Pedidos que são prontamente atendidos, com manifestações de apoio dessas mães que criam seus filhos soltos no meio da rua. Aliás, onde estão as creches e as ecolas municipais?

Os ladrões de veículos também agradecem essa "ajudinha" do poder público. Tudo em nome da "segurança no trânsito". De fato, os "quebra-molas" criam um ambiente propício aos crimes. Uma via segura para criminosos e insegura para motoristas.

Acompanhe no mapa do WikiCRIMES o aumento dos crimes na localidade. Faça você também o registro das ocorrências que souber, ou for vítima.




A EVOLUÇÃO DOS QUEBRA-MOLAS (engraçado)

O FALSO QUEBRA-MOLAS

PESQUISAS DE CONFIANÇA NA SEGURANÇA PÚBLICA E PRIVADA.

Vote e veja o resultado atual dessa interessante pesquisa marcada pela Digital verde, na faixa vertical ao lado >>>
 
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