24 de mai. de 2015

A PLUTOCRACIA ENFRENTA PROBLEMAS DE SEGURANÇA

Finalmente, surge o ‘Novo Capitalismo’ - ou capitalismo de inclusão - que pode atender ao Socialismo e resolver problemas de segurança na sua origem.



Plutocratas americanos e zilionários reconhecem que o velho capitalismo é um sistema econômico entrópico, que tende a estagnação com a desigualdade social, com a concentração de renda, que provoca queda no consumo e colapso no sistema, que trará violência social e insurreição contra a própria plutocracia...

O velho capitalismo tem sido uma ‘boa tecnologia’ econômica para gerar soluções para os problemas humanos, mas uma péssima forma de distribuir renda e prosperidade na sociedade. Portanto, o capitalismo neoliberal, se for liberado geral, pode trazer de volta o neofeudalismo, recriando a França da idade média, a revolução e os forcados...

Diante desse problema, os plutocratas (capitalistas ‘sem culpa’ que adotaram a sinceridade no lugar do cinismo) reconheceram que é preciso injetar sinergia no sistema para que ele não entre em colapso. E reconhecem que isso não seria uma medida caridosa ou benevolente, mas uma medida inteligente e necessária para a estabilidade econômica e social e sobrevivência do próprio sistema...

Portanto, distribuir renda, aumentar as bases salariais, são formas de fortalecer as classes baixas e médias para manter o consumo, sem o qual o sistema para de funcionar e entra em colapso...

Tudo isso, dito pelos próprios milionários americanos, talvez possa convencer a nossa classe média vira-lata, adepta da meritocracia (em razão disso, cheia de ódio e ressentimentos, descrente dos brasileiros, que crê só nos americanos) de que também é preciso incluir os pobres na sociedade de consumo...


Talvez, esses americanos possam convencer nossas elites econômicas, que praticam o velho capitalismo (apenas na visão de lucro máximo e custo mínimo...), medíocre e insustentável, que tende ao caos...

Talvez, essas notórias personalidades americanas (capitalistas milionários) possam convencer aos tucanos que, tentar implementar novamente aquela política econômica que quebrou o Brasil três vezes, vai quebrar o Brasil de novo...

Talvez, esses notáveis plutocratas possam convencer os brasileiros, incrédulos e de baixa auto-estima, de que a política de distribuição de renda do Lula e da Dilma está corretíssima...

Talvez, ainda, essa visão possa criar um entendimento pacífico nas esquerdas divididas, de que esse sistema econômico tanto pode ser chamado de Novo Socialismo ou Novo Capitalismo, como queiram...

No final das contas, esses plutocratas, ricos e milionários, entenderam que é preciso fazer alguma coisa a começar, talvez, por pagar melhores salários àqueles que cuidam da sua segurança...

17 de jul. de 2014

Sustentabilidade e segurança com geração de energia limpa no imóvel.



Há muito tempo que os sistemas de vigilância eletrônica mantém reservas de energia para manter seu funcionamento durante um apagão ou sabotagem na rede elétrica. Baterias e nobreaks garantem horas de funcionamento dos sistemas, até que se restabeleça o fornecimento normal de energia. Mas isso não torna os sistemas de segurança autossustentáveis...

Proteger imóveis em lugares remotos, onde não havia fornecimento de energia elétrica, tornava-se caro e complicado. Geralmente, dependia-se de geradores a gasolina ou diesel, que necessitam  queimar um combustível caro. Mesmo com boa manutenção, esses geradores acabavam poluindo o ambiente com barulho e fumaça...

Com as novas tecnologias de geração de energia solar e eólica, a sustentabilidade chegou aos imóveis e aos sistemas de vigilância eletrônica...


Saiba mais em http://eletroguardenergia.blogspot.com.br/

17 de nov. de 2013

A MERITOCRACIA E SEUS EFEITOS NA SEGURANÇA PÚBLICA E PRIVADA.

A grosso modo, a meritocracia seria um método que consiste na atribuição de recompensa aos indivíduos que, supostamente, tiveram méritos para recebê-la. Um modo de seleção 'natural' que lembraria o evolucionismo de Darwin, em que só sobrevivem os melhores da espécie (humana)...



Nesta sistemática, se pretende avaliar os méritos pessoais daqueles que participam da produção no sistema econômico capitalista - cujo propósito é o lucro. Uma ideologia que se apresenta como uma 'gestão técnica' para medir os méritos individuais e dozar as recompensas que, na verdade, só mede o desempenho diante do mercado - que é uma entidade aética, que não reconhece valores morais, sociais, ecológicos... Ora, se o mercado não reconhece, não há lucro, e a meritocracia não paga.

Segundo os estudos de sociólogos, como o Prof. , a meritocracia não pode ter uma medida exata. Necessária na gestão privada, pode ser um pouco mais justa quando aplicada nas empresas, em 'stricto sensu'. Porém, suas distorsões aumentam muito quando utilizada como fundamento na gestão pública, em políticas públicas de 'lato sensu'.

A meritocracia pode dar fim a certos privilégios em 'stricto sensu', nas gestões das empresas privadas, mas também pode gerar muitos privilégios em 'lato sensu', nas políticas de governos, se transformando num fundamento de ordem social dos mais reacionários, injustos e cruéis...

Portanto, cheguei a conclusão de que a meritocracia foi adaptada ao sistema capitalista como sendo a forma mais prática, e aparentemente justa, de medir e recompensar a participação individual na produção. Um método desenvolvido e utilizado por avaliadores que foi aceito por avaliados.

Porém, infelizmente, a meritocracia tornou-se uma ideologia totalitária, arraigada na Classe Média brasileira. Levada ao extremo pela direita neoliberal, a meritocracia se aliou a uma política de exclusão e concentração de renda, trazendo para a sociedade brasileira graves problemas, como o aumento da violência...

Os altos números da violência registrados em governos meritocráticos (neoliberais) comprovam esta tese. Mas a meritocracia totalitária tem sido ideologicamente combatida por militantes da esquerda brasileira, e suas consequências debeladas por governos socialistas com programas de inclusão social.

Não quero entrar aqui em discussões político-partidárias, mas ressaltar o fato de que, se pensarmos somente em 'soluções' para melhorar a vida privada, podemos agravar a crise de ordem pública e social, que se volta contra os interesses privados...

Ao se aplicar os conceitos da recompensa pelo mérito, é necessário fazer diferença na abordagem individualista e socialista; de 'stricto sensu' para 'latu sensu'. Do contrário, a meritocracia pode se tornar mais um instrumento de dominação, transformando pequenas soluções econômicas e sociais em grandes problemas de segurança pública e privada...

ENTENDENDO OS INTERESSES E AS IDEOLOGIAS DE CADA CLASSE SOCIAL

A meritocracia é uma ideologia que se concentra na classe média, a classe C. Por ser mais qualificada para o trabalho, a classe média é extremamente meritocrática. Por isso, quer ser reconhecida pelos seus 'meritos', buscando acesso a tecnologia e aos bens consumo.

Os ricos e milionários, ao chegarem nas classes sociais A e B, vão se tornando patrimonialistas. São a minoria, mas detém poder, dinheiro e controlam as oportunidades. Por isso, querem que o Estado garanta seus privilégios e o direito de receber e transmitir patrimônios para herdeiros - sem méritos.

Já os pobres das classes D e E são o povo, a maioria da população. Sem qualificação para o trabalho, já desistiram da meritocracia. Normalmente não possuem oportunidades, méritos ou heranças. Por isso, vão tocando a vida como camelôs e pedintes, clamando pelas políticas públicas do Estado ou pela caridade das pessoas. Quando não atendidos, muitos passam a praticar crimes...

 
Ao ouvir na letra desta música paulistana a frase 'Toda tragédia só me importa quando bate em minha porta...', resolví escrever mais essa matéria para a Cultura da Segurança, que é responsabilidade de todos.
 
O assunto é complexo e polêmico. Quem quiser se aprofundar e compreender melhor o tema, sugiro a leitura de dois excelentes textos:
e

8 de out. de 2012

CUSTEAR GRUPOS ARMADOS AGORA DÁ CADEIA...



Fica o alerta para comerciantes, empresários, síndicos, moradores e donas de casa: a nova Lei 12.720/2012 tornou CRIME contra a paz pública contratar grupos clandestinos armados para prestar serviços de Segurança Privada ou de Pronta Resposta a Alarmes monitorados.

Não adiantará dizer que não sabia da lei, sancionada pela presidente Dilma em 28 de setembro de 2012, que já está em pleno vigor.

Acho desnecessário, mas para evitar problemas com a lei, algumas empresas já estão colocando cartazes como este, ao lado:

A nova lei alterou o CODIGO PENAL nos artigos 121 e 129 e ainda instituiu o artigo 288-A, que dispõe sobre os crimes de formação de quadrilhas, de grupos de extermínio e de constituição de milícias privadas.

Fiz um resumo simples da lei para que os gestores da própria segurança possam entender:


CÓDIGO PENAL


TÍTULO I - DOS CRIMES CONTRA A PESSOA


CAPÍTULO I - DOS CRIMES CONTRA A VIDA


Homicídio simples

Art. 121 - Matar alguém:

Pena - reclusão, de seis a vinte anos.


Homicídio culposo

§ 3º - Se o homicídio é culposo:

Pena - detenção, de um a três anos.


Aumento de pena

§ 6º - A pena é aumentada de 1/3 (um terço) até a metade se o crime for praticado por milícia privada, sob o pretexto de prestação de serviço de segurança, ou por grupo de extermínio.


TÍTULO IX - DOS CRIMES CONTRA A PAZ PÚBLICA


Formação de quadrilha ou bando

Art. 288 - Associarem-se mais de três pessoas, em quadrilha ou bando, para o fim de cometer crimes:

Pena - reclusão, de um a três anos. (Vide Lei 8.072, de 25.7.1990)

Parágrafo único - A pena aplica-se em dobro, se a quadrilha ou bando é armado.


Constituição de milícia privada

Art. 288-A - Constituir, organizar, integrar, manter ou custear organização paramilitar, milícia particular, grupo ou esquadrão com a finalidade de praticar qualquer dos crimes previstos neste Código.

Pena - reclusão, de 4 (quatro) a 8 (oito) anos. (Incluído dada pela Lei nº 12.720, de 2012)

Fonte:

Presidência da República

Casa Civil

Subchefia para Assuntos Jurídicos

Links

http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2012/Lei/L12720.htm

http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848.htm

Leia também
PRONTA RESPOSTA ARMADA E CRIMINOSA
http://culturadaseguranca.blogspot.com.br/2011/01/pronta-resposta-armada-e-criminosa.html

30 de ago. de 2012

DESEJO x MEDO = RISCO x SEGURANÇA

Qual seria a motivação da SEGURANÇA?


O DESEJO é o impulso essencial que move as pessoas, que também pode ser chamado de sonho. A motivação vital básica para as pessoas produzirem esforços na direção dos objetivos desejados. Quando, neste caminho surge um fato sinistro ou uma ameaça, outro impulso vital exige esforços pela Segurança: o MEDO.

O medo não é algo desejado, visto que é um retrocesso no fluxo do desejo. É um desconforto íntimo, que produz apenas estímulos irracionais, que exigem uma ação inconsciente e premente: fugir, correr, voltar para lugar seguro. Como um gato que desejava comer uma sardinha, quando foi surpreendido por um cão feroz no caminho...

Porém, o medo é algo natural nos animais. Sem ele, não se preservaria a vida, pois, invez de fugir, o pequeno gato enfrentaria o enorme cão, e morreria...

Mas, a vida moderna também é cheia de riscos - e de medos. Sem nenhum tipo de medo também não se preservaria a vida nem o patrimônio, que foi longamente desejado e duramente conquistado.

Mas o simples medo não resolve os riscos e as questões de segurança... É o desejo de acabar com aquilo que produz o medo que motiva pessoas para a segurança - que deve ser vista como um jeito inteligente de garantir o fluxo dos desejos, dos sonhos e da liberdade para novas e variadas conquistas.

A segurança se torna um objetivo desejado quando as pessoas percebem a necessidade de controlar medos para gerir riscos  e garantir sonhos. A segurança começa quando se controla o medo, para garantir o fluxo da vida, que deve seguir seu curso do modo mais seguro e feliz possível...

A gestão de segurança deve criar soluções preventivas para zelar, vigiar e proteger pessoas e patrimônios... Então, a segurança deve sempre surgir de um ganho de capacidade, consciente, inteligente e racional - nunca do medo.

Poderíamos dizer que o desejo está para o risco como o medo está para a segurança, criando uma fórmula de equilíbrio vital:

DESEJO x MEDO = RISCO x SEGURANÇA.

PESQUISAS DE CONFIANÇA NA SEGURANÇA PÚBLICA E PRIVADA.

Vote e veja o resultado atual dessa interessante pesquisa marcada pela Digital verde, na faixa vertical ao lado >>>
 
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